Como se esperava, os atletas africanos voltaram a dominar, em toda a linha, mais uma edição da Meia Maratona de Lisboa, sem que os respectivos recordes mundiais tenham sido alcançados.
Sammy Kitwara confirmou o favoritismo atribuído – por ter o melhor registo pessoal entre todos os participantes – chegando ao fim com o tempo de 59.47, bem longe dos 58.23, a melhor marca mundial obtida no mesmo local anos atrás. Keneth Kipkemoi foi 2º (1.00.05) e Paul Lonyangata foi 3º (1.00.11). Seguiram-se Emmanuel Kipsang (1.00.14) e Leonard Komom (1.01.30). Todos do Quénia.
A história foi a mesma de anos anteriores: grupo africano reunido sempre na cabeça do pelotão, as “lebres” entram em acção, mas os resultados finais vão sempre depender das capacidades de cada um, em relação ao ritmo imposto quilómetro a quilómetro.
O melhor português foi Samuel Barata (Benfica) na 16ª posição (1.04.41), seguindo-se José Moreira e Pedro Ribeiro, ambos do Sporting, com 1.04.47 e 1.04.50, respectivamente.
No lado feminino, foram as etíopes a comandar, com Ruti Aga a vencer (1.09.16) e a deixar a sua compatriota Ymer Wude Ayalew a sete segundos. Bronze para a queniana Linet Masai, que gastou mais dezassete segundos (1.09.33). Depois classificaram-se Eunice Chumba (Burundi), com 1.09.55 e Sara Moreira (Sporting), a melhor portuguesa, na quinta posição, com 1.10.17, que não conseguiu chegar ao pódio, que conseguiu em 2015.
Em relação às portuguesas, Dulce Félix (Benfica) foi a 2ª (12ª na geral) com 1.15.07 e o pódio fechou com Leonor Carneiro (Amigos da Montanha), com o tempo de 1.16.51. A seguir ficaram Carla Martinho (Adercus) com 1.16.54 e Vera Nunes (Benfica),com 1.17.00.
Recordes mundiais nas provas de cadeira de rodas
Os britânicos David Weir e Rochelle Woods venceram a Meia Maratona de Lisboa, na vertente de cadeira de rodas (T54), com registos que marcam dois novos recordes mundiais desta disciplina.
Weir completou os 21.097 metros no tempo de 43.23, à frente do seu compatriota Simon Lawson (43.55), com Laurens Molina a completar o pódio (44.55).
Nos T52, triunfo para outro britânico, Robert Smith, com 59.39, seguido do português Fernando Mendonça (1.21.10).
No sector feminino, a nova recordista é a também britânica Rochelle Woods, que completou o percurso no tempo de 49.49, à frente da compatriota Jade Jones (49.50) e de Martyna Snopek (1.12.39).
Todos estes atletas estão seleccionados para os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro.
Do ponto de vista geral, foi mais um êxito para Lisboa e para Portugal, que há muito entrou no mundo das poucas “golden label” das provas de estrada em todo o planeta.