Cumpre-se neste sábado mais uma edição do Trail Linhas de Torres’50 km, competição que terá a partida junto do Palácio Nacional de Mafra (8h30), em simultâneo com a Estafeta mista de 4 elementos – 50 km, a Corrida Trail – 10km tem início às 9h30 em Torres Vedras e a Caminhada – 6kms tem lugar na Tapada Militar de Mafra pelas 9h00.
Esta competição conta também com a presença de 250 jovens atletas enquadrados pelo Desporto Escolar, em representação de várias escolas, sendo que os alunos terão um percurso próprio de acordo com o escalão a que pertencem – Benjamins, Infantis, Iniciados, Juvenis e Juniores.
Esta competição relembra a história das Linhas de Torres e envolve além dos muitos atletas nacionais (militares e civis), também atletas militares de vários Países que se juntam desta forma a estas comemorações percorrendo trilhos de seis concelhos, com a presença de 644 atletas (civis e militares) das categorias envolvidas.
“Linhas de Torres” foi um importante sistema defensivo, construído há 200 anos, constituído por três linhas defensivas entre o Tejo e o Atlântico.
O crescimento do Trail a nível nacional é sem dúvida uma boa forma de ter uma forte aprendizagem da História de Portugal.
Também neste dia serão feitas várias ações com os mais jovens no âmbito do Dia Defesa Nacional.
O evento “Trail Linhas de Torres – 2025” é um conjunto de provas de corrida, essencialmente de “Trail” e com alguns percursos em estrada. Na zona da chegada há algumas atividades, abertas á população, desenvolvidas pelas Federações de Tiro, Equitação e Esgrima.
As competições, em sede do Desporto Militar, integram equipas da Marinha, do Exército, da Força Aérea, da Guarda Nacional Republicana e da Polícia de Segurança Pública, concorrendo para o desenvolvimento e promoção de um quadro competitivo desportivo militar. Teremos por um lado, uma competição nacional de trail e por outro, no seu expoente maior, uma competição da seleção nacional militar com seleções de outros países, dando continuidade à internacionalização do evento, pelo quarto ano consecutivo, no âmbito do CISM – Conseil International du Sport Militaire, do qual Portugal é membro desde 1956: Campeonato Nacional Militar de Trail e CISM Military Challenge Trail Marathon Championship.
A diversidade organizativa e de participantes levou ao desenvolvimento de sinergias assaz pertinentes no sentido de relevar, junto dos jovens, o desporto e as Forças Armadas.
Ao nível da Defesa Nacional intervêm a Comissão de Educação Física e Desporto Militar, o Dia da Defesa Nacional e o Turismo Militar, através da Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional, e o Estado-Maior General das Forças Armadas no apoio técnico e logístico.
A Direção Geral da Educação, no âmbito do Desporto Escolar, dá a sua prestimosa colaboração, incentivando os jovens das escolas dos concelhos da “rota histórica” a participarem no percurso a eles destinado. Também colaboram, para o sucesso deste evento, a Federação Portuguesa de Tiro, a Federação Portuguesa de Esgrima, a Federação Portuguesa de Equitação e da Tapada Nacional de Mafra.
Em termos históricos, há duzentos anos, este importante sistema defensivo, constituído por três linhas defensivas, estendia-se entre o Tejo e o Atlântico por dezenas de quilómetros traçados pelo Marechal Wellesley (mais tarde Duque de Wellington).
Atualmente, fomentando o carácter cultural e, também, desportivo, promove-se a sua visita daquele que foi o maior e mais eficaz sistema defensivo construído na sua totalidade com a participação da população, gente anónima, na defesa do seu País dando a conhecer os diferentes espaços museológicos e interpretativos desenvolvidos pela Rota Histórica da Associação das Linhas de Torres.
As Linhas de Torres Vedras foram um sistema militar defensivo, erguido a norte de Lisboa, entre 1809 e 1810. No mais profundo secretismo, o futuro duque de Wellington, traçou uma estratégia de defesa que consistiu em fortificar pontos colocados no topo de colinas, para controlar os caminhos de acesso à capital de Portugal, reforçando os obstáculos naturais do terreno. Este sistema, constituído por três linhas defensivas, estendia-se entre o oceano Atlântico e o rio Tejo, por mais de 85 km.
Quando concluído contava com 152 obras militares, armadas com 600 peças de artilharia e defendidas por cerca de 140 000 homens, tornando-se no sistema de defesa mais eficaz, mas também o mais barato da história militar.
Frente a elas decorreram, em outubro 1810, os combates de Sobral (12), Dois Portos (13) e de Seramena (14). Estes confrontos decisivos, entre as tropas francesas e o exército anglo-luso, foram também os mais curtos e menos sangrentos desde que o exército napoleónico invadiu Portugal.
Depois deles, as tropas de Napoleão perderam o ímpeto atacante, reconhecendo a intransponibilidade das Linhas de Torres Vedras enquanto aguardavam reabastecimentos e reforços que não apareceram, graças à ação de “guerrilha” portuguesa.
A 15 de novembro de 1810, o marechal Massena ordena a retirada das tropas francesas, tendo início a derrota de Napoleão Bonaparte, concretizada a 18 de junho de 1815 na batalha de Waterloo.
Napoleão passou os últimos seis anos de sua vida confinado à ilha de Santa Helena e a Europa encetou um novo ciclo na História.